Quintana

Um poema que não te ajude
a viver e não
saiba preparar-te para a
morte não tem
sentido: é um pobre
chocalho de palavras.

Mário Quintana

terça-feira, 12 de junho de 2012

O céu de abril

De tanto céu me perdi
num abril de azul incomum.
De tanto azul me encontrei
olhando pra lugar nenhum.

Esse lugar de azul incomum
que o céu espelha e reluz,
nasceu num domingo de abril
de um céu clarinho de luz.

E a luz desse céu que estreaste
na páscoa de um abril mais distante
permanece até hoje brilhando
do mesmo jeitinho. É constante.

E sei que nesse azul encontrei
o melhor lugar pra eu ficar:
pertinho dos céus de abril
bem dentro do teu doce olhar.

João Luiz de Oliveira ( Para Glória)