Quintana

Um poema que não te ajude
a viver e não
saiba preparar-te para a
morte não tem
sentido: é um pobre
chocalho de palavras.

Mário Quintana

domingo, 21 de novembro de 2010

Balões


Que semelhança entre os balões  e a vida?
São todos feitos para o mesmo fim...
Todos são feitos para a mesma lida:
Balões de seda e de papel cetim!

Pensando às vezes, fico entristecida...
Balões de vento, como sobem assim...
Minh’alma fica como que perdida,
Quando eles sobem, a se afastar de mim.

Descanso a vista nos balões queimados,
Demoro os olhos nos balões parados,
Enquanto os outros se sumindo vão...

...Eu sinto a vida nos balões que passam,
Que sobem, fogem... Que se queimam e esgarçam...
...E a vida eu fico a procurar em vão...


                          (Falira ) 1900/1950
                         Josefa Lira Cavalcanti – poetisa pernambucana